Ju's Reads
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Papo de mulher

Sororidade pra mim, sempre foi sobre acolher. Sobre entender que a vida da outra não precisa ser igual à minha pra ser válida. Mas às vezes eu me pergunto: a que ponto chegamos, quando uma mulher adulta, bem de vida, decide julgar outra mulher por simplesmente não querer ser mãe? - esse texto é um desabafo e foi uma conversa que tive com minhas amigas sobre nossas sogras e ex-sogras - pode conter gatilho para pessoas sensíveis no assunto, ok? Nós escutamos frases que se repetem como um disco arranhado: Você não é mãe, você não entende.”, Quando você for mãe, você vai entender.” Mas… e se a gente não quiser ser mãe? E se a gente não puder ser mãe? E se esse “quando” nunca chegar? Parece que existe um roteiro pronto para a vida feminina mesmo, e sair dele incomoda. Como se a maternidade fosse um carimbo obrigatório de maturidade, empatia ou amor. Como se tudo o que sentimos, pensamos ou vivemos fosse sempre menor porque não passa pelo corpo de uma mãe.
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Resumo da Semana: Entre Curativos, Chuva e Leituras

Hi honey! Como estão? Espero que estejam bem! Essa semana foi cheia de reflexões, estudo intenso e uma dose extra de dedicação profissional. Aqui em Natal, os dias têm sido envoltos por uma sequência de chuvas, nuvens cinzentas e temperaturas mais amenas, um verdadeiro convite ao silêncio, à leitura, à escuta e à contemplação. Sinto que esse clima tem influenciado diretamente no ritmo do meu trabalho, da minha escrita e até dos meus pensamentos. No consultório, temos vivido um verdadeiro desafio. Estamos acompanhando um paciente com uma ferida que já atravessa os anos sem apresentar evolução significativa e inclusive já falei desse caso aqui com vocês. É um daqueles casos que mexem com a gente, não só pela complexidade clínica, mas pela história de vida que carrega junto. Já utilizamos uma variedade de condutas, desde coberturas de alto custo até abordagens mais simples e acessíveis e, mesmo assim, a resposta da ferida permanece lenta, quase silenciosa, como se estivesse nos pedindo mais do que apenas técnica: atenção, escuta, estudo e sensibilidade. Diante disso, decidi retornar a uma leitura essencial: o livro "Feridas e Curativos: um guia prático de condutas", publicado pela Editora Sanar. Para quem trabalha na área da enfermagem dermatológica, esse livro é quase um manual de consulta permanente. Ele é direto e bem estruturado, trazendo condutas baseadas em evidências, classificações importantes, sugestões terapêuticas e uma abordagem humanizada do cuidado com feridas.
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Coisas que moram na memória

Hi honey! Tudo bem com vocês? Notei que tenho váras postagens no rascunho que falei sobre textos, defabafos e dei minha opinião sobre algumas coisas, mas vou me segurar um pouco para não terminar de escrever e não postar tudo de uma vez, vou deixar nos rascunhos - por enquanto - Bom, hoje estou bem nostálgica, fui ver aquele Instagram da moça que tem um quarto dos anos 2000 @Annacarolinadavila (recomendo darem uma passadinha lá, mas se preparem) que tudo voltou a mente: o cheiro do café coado no fim da tarde, o barulho da rua cheia de vizinhos conversando nas calçadas, as risadas altas, as crianças brincando até tarde. Um tempo em que o mundo parecia menor, mas a vida… tão mais cheia de detalhes. Lembrei do meu primeiro celular, um Nokia tijolão azul que sobrevivia a qualquer queda e meu avô também tinha um, era meu confidente de ligação "já chegou da escola, sua avó fez empadão de frango" e como a bateria durava, hein? e do computador de mesa com monitor amarelado, teclado pesado e mouse com bolinha por baixo, que nossos pais compravam uma capa horrorosa para colocar sobre cada ítem haha-.
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Como culpar o vento?

Outro dia, me deparei com a frase: “Como culpar o vento pela desordem feita, se fui eu quem esqueceu a janela aberta?” — de Douglas Bucalem. E ela grudou em mim como aquelas lembranças que a gente finge esquecer, mas que continuam rondando o peito. Senti que ela estava me cutucando com uma verdade que eu precisava encarar. A gente passa tanto tempo organizando o lado de fora — dobrando roupas, arrumando armários, tentando fazer o dia render — e deixa o lado de dentro esquecido, cheio de sentimentos fora do lugar. Mágoas antigas, medos que viraram rotina, cansaços que não se dizem em voz alta. É fácil deixar acumular o que não se vê.

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Entre laços e ausências: um lembrete de gratidão

09/05/2025 10:00 | Hi honey! Como estão hoje? Tem dias que a gente acorda com uma vontade de cuidar das pequenas coisas, né? Ontem, por exemplo, resolvi reorganizar minhas prateleiras de livros — e não durou nem dez minutos, porque no meio da arrumação achei um título esquecido (A Culpa é das Estrelas) e lá fui eu reler o primeiro capítulo como se não tivesse nada mais pra fazer. Não terminei a arrumação, claro. Mas terminei o dia mais leve. Às vezes é assim: a gente não resolve tudo, mas encontra respiro em algo pequeno. E tudo bem.

Entre um capuccino quente (porque dessa vez eu tomei antes de esfriar!) e uma pausa no fim do plantão, fiquei pensando sobre gratidão. Não aquela imagem que a gente posta por obrigação no Instagram, mas a que mora fundo, aquela que aparece quando a gente olha com calma pra quem tá perto.

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Aprender a ouvir também cura ♥


Bom dia, boa tarde, boa noite! Estou tentando criar novamente o hábito de aparecer por aqui, ao menos nas semanas em que não terei nada importante para fazer ou estudar. Também deixei minha inscrição no projeto de blogagem coletiva (não lembro se é assim que se chama) para me animar por aqui e retornar a escrever.  Sobre esse texto que aqui vos trago, eu gostaria que você refletisse bastante antes de sair da página e seguir com seus planos à fazer no navegador. E deixo o desafio de pensar mais no próximo ao invés de tudo girar ao seu redor. 

Amigo, cada caso é um caso.

Porque chamamos algumas de pessoas de "amigas" se ela por algum motivo não nos vê como tal? Talvez ingenuidade da minha parte denomina-la dessa forma, ou falta de consideração dela. Mas andei pensando também o que torna uma pessoa nossa amiga? contato a muito tempo? nível de intimidade? companheirismo e parceria? talvez ela tenha guardado um segredo seu e você deseja tê-la por perto para manter a "troca" de confiança? Acho que isso varia: cada caso é um caso. Vale lembrar também que a vida... ah a vida é curta para esses pequenos estresses que nos rodeiam (amizades falsas), até porque os falsos não são nossos amigos, mas isso é assunto para um outro momento. Então voltando... valorize quem te valoriza e dê amor para quem não tem. 

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Cosmos: Sem medo do escuro (T1 - E13)


Como escapamos da prisão? Foi graças ao trabalho de gerações de investigadores, cientistas, navegadores e exploradores que adotaram cinco regras simples:
  1. Questione a autoridade! Nenhuma ideia é verdadeira só porque alguém disse; nem mesmo eu.
  2. Pense por si mesmo!
  3. Questione-se! Não acredite em nada só porque você quer. Acreditar em algo não faz com que seja verdade.
  4. Teste ideias pela prova obtida após observação e experimentação. Se uma ideia preferida não passar por um teste bem elaborado, está errada! Esqueça-a! Siga a prova aonde quer que ela o leve. Se não houver prova, não julgue!
  5. E, talvez a regra mais importante de todas: Lembre-se de que você pode estar errado! Até os melhores cientistas já estiveram errados em algumas coisas. Newton, Einstein e todos os outros grandes cientistas da história. Todos cometeram erros. Mas, é claro! Eles eram humanos.
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Se apega sim...

O que mais tenho visto ultimamente é o discurso sobre não se apegar. Que se apegar é ruim por isso e por aquilo, que não é para fazer isso, que não sei mais o quê; um monte de coisa. Um monte de regras definindo o que devemos sentir ou não. Parece que hastear o discurso de “não se apegue” realmente fará com que as pessoas não se apeguem, realmente fará eu não me apegar, você não se apegar, realmente se transformará em voz para o coração, do tipo: “Tá ouvindo? Não se atreva em se apegar, seu besta!”, sendo que, ironicamente, tudo o que mais queremos é nos apegar a alguém desde que esse alguém se apegue por nós também, claro. Há um refrão sertanejo que sugere: “Tá a fim de um romance, compra um livro”, ora, ora, tudo o que queremos não é um romance? Se puder ser incrível igual aos filmes, melhor ainda, não? Eu entendo que quanto mais nos apegamos a alguém, mais difícil é esquecer esse alguém e mais intensa é a dor no caso de uma decepção.
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