Ju's Reads

De Mala Pronta para Fortaleza: Congresso, Praia

Hello, my people! Agosto de 2026 teve um daqueles momentos que eu gosto de guardar com carinho: fizemos uma viagem para Fortaleza que conseguiu reunir duas coisas que, para mim, fazem muito sentido, conhecimento e momentos bons fora da rotina. Passamos alguns dias em Fortaleza, com passeios, comida boa, momentos ao lado de quem eu amo e o motivo profissional que também me levou até lá: o Congresso de Feridas e Lesões de Pele. Eu nunca tinha ido a CE, foi uma viagem que a mala voltou um pouco mais pesada e a cabeça volta muito mais cheia também. 
 
Viajar sempre tem aquele gostinho especial de sair um pouco do automático. Ainda mais quando a rotina está cheia de trabalho, estudos, responsabilidades e mil coisas acontecendo ao mesmo tempo. Fortaleza nos recebeu em agosto com aquele clima que combina perfeitamente com uma viagem: calor, praia, céu bonito e tive a sensação de que alguns dias longe da rotina me fizeram muito bem.
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Papo de mulher

Sororidade pra mim, sempre foi sobre acolher. Sobre entender que a vida da outra não precisa ser igual à minha pra ser válida. Mas às vezes eu me pergunto: a que ponto chegamos, quando uma mulher adulta, bem de vida, decide julgar outra mulher por simplesmente não querer ser mãe? - esse texto é um desabafo e foi uma conversa que tive com minhas amigas sobre nossas sogras e ex-sogras - pode conter gatilho para pessoas sensíveis no assunto, ok? Nós escutamos frases que se repetem como um disco arranhado: Você não é mãe, você não entende.”, Quando você for mãe, você vai entender.” Mas… e se a gente não quiser ser mãe? E se a gente não puder ser mãe? E se esse “quando” nunca chegar? Parece que existe um roteiro pronto para a vida feminina mesmo, e sair dele incomoda. Como se a maternidade fosse um carimbo obrigatório de maturidade, empatia ou amor. Como se tudo o que sentimos, pensamos ou vivemos fosse sempre menor porque não passa pelo corpo de uma mãe.
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